• Sex 07 Abril 2017

    FESTIVAL DDD EM APRESENTAÇÃO À IMPRENSA

    A programação do Festival DDD – Dias da Dança 2017 foi apresentada ontem, 6 de abril, no Teatro Rivoli, à imprensa. A apresentação contou com a presença do Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, do Presidente da Câmara de Matosinhos, Eduardo Pinheiro, do Vereador da Cultura da Câmara de Gaia, Delfim Sousa, e diretor artístico do Festival, Tiago Guedes.

    O Festival DDD cresceu desde 2016. Além de se prolongar por mais seis dias, também o número de espetáculos aumentou para um total de 35, com grandes destaques nacionais e internacionais.


    Considerado por Rui Moreira como “uma montra sólida” de talentos portugueses, o Festival DDD vem de encontro àquela que tem sido a tendência dos três municípios anfitriões: o crescente apoio aos coreógrafos nacionais e à formação dos jovens bailarinos.


    Tiago Guedes, diretor artístico do festival, destaca ainda alguns dos artistas que apresentam os seus projetos ao longo dos 17 dias de programação, realçando as estreias dos espetáculos de Né Barros, “Muros” (apresentado nos dias 27, 28 e 29 de abril) e “O Poço”, de Jonathan Uliel Saldanha (apresentado nos dias 12 e 13 de maio).


    À parte esta grande aposta nacional, o DDD conta também com espetáculos de alguns dos mais prestigiados coreógrafos internacionais como Maguy Marin, Michele Rizzo, Noé Soulier, Alain Platel e Yoann Bourgeois.


    No entanto, o DDD não se limita a apresentar os trabalhos desenvolvidos pelos profissionais nacionais e internacionais, preocupa-se, também, em formar e desenvolver as capacidades da comunidade artística visitante.


    O DDD Extra — segmento do festival dedicado aos workshops, masterclasses, conferências, entre outros projetos formativos — é o que “dá textura ao festival, porque cria pertença”, segundo Tiago Guedes. O diretor artístico destaca ainda o projeto “Caravane”, do Centre National de la Danse, que inicia o seu percurso no Porto e que, depois, partirá para outras cidades europeias. A iniciativa que agrega workshops¸ cinema, documentação, encontros com artistas, bem como uma exposição e uma mediateca vai estar no Porto, no Teatro do Bolhão e no Teatro do Rivoli, durante todo o festival.


    O festival reforça, assim, a sua ambição de ser o maior festival de dança contemporânea do país. Segundo os oradores, esta iniciativa é o resultado mais bem-sucedido da Frente Atlântica do Norte, composta pelas autarquias coorganizadoras. Rui Moreira afirma que “Se mais não fizéssemos além dos dias da dança já valeria a pena”, enquanto que o Vereador, Delfim Sousa, refere que “temos que aprender, a reaprender a aprender com as outras autarquias, independentemente das cores que vestimos na campanha eleitoral”. Para Eduardo Pinheiro, são “precisas duas pessoas para dançar o tango, mas para este festival bastaram três municípios ambiciosos”.


    No dia 12 de abril, será desvendada publicamente a programação festival, num percurso de metro que liga as três cidades coorganizadoras: Porto, Matosinhos e Gaia e que culmina com a presença de noves dos artistas nacionais que irão revelar um pouco mais dos seus espetáculos, através de instalações sonoras e visuais.