• Qua 17 Janeiro 2018

    Meg Stuart e Marlene Monteiro Freitas distinguidas na Bienal de Dança de Veneza.

    As coreógrafas Meg Stuart e Marlene Monteiro Freitas foram distinguidas com o prémio de carreira da Bienal de Dança de Veneza, em Itália.


    Meg Stuart irá receber o Leão de Ouro e Marlene Monteiro Freitas irá receber o Leão de Prata no 12º Festival Internacional de Dança Contemporânea, nos dias 22 e 28 de junho, respetivamente.


    Nascida em 1979, em Cabo Verde — onde fundou o grupo de dança Compass — a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas cofundou, em Lisboa, a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou espetáculos como "Bacantes - Prelúdio para uma purga" (apresentada em junho no Teatro Rivoli, no âmbito do FITEI 2017), "De marfim e carne — As estátuas também sofrem" (apresentado no Teatro Campo Alegre, no âmbito do Festival DDD — Dias da Dança 2016) e "Paraíso".


    É "uma das mais talentosas da sua geração", que se interessa pela "metamorfose e deformação" e que trabalha mais com as emoções do que com os conceitos, questionando o que é esteticamente correto”, como se pode ler no comunicado.


    A coreógrafa norte-americana Meg Stuart, que utiliza a improvisação como ferramenta fundamental de trabalho, irá receber o Leão de Ouro de carreira por ter desenvolvido "uma nova linguagem e um novo método a cada nova criação, colaborando com artistas de diferentes disciplinas e movendo-se entre dança e teatro".


    A viver na Europa há mais de vinte anos, Meg Stuart fundou a companhia Damaged Goods em Bruxelas, com a qual apresentou “Violet” no Teatro Rivoli, em julho 2016, após um período de residência de longa duração.