estreia nacional

A invenção da maldade
© Maurício Pokemon

estreia nacional

A Invenção da Maldade constitui-se como um rito de passagem e de luta, um agrupamento de corpos que se arriscam no desconhecido, tornando-se vulneráveis a outras lógicas e realidades.

Faz uma reflexão sobre a maldade como presença inerente nas relações com o outro, desde o início dos tempos até a atualidade. Como refere Rodrigo Garcia num texto escrito sobre uma outra obra de Marcelo Evelin, Batucada (2014): “Toda a matéria é feita de cinquenta por cento de ódio”. É em torno da fogueira, que existe como invenção da cultura e do convívio há 400 mil anos, que a obra é desenvolvida. A fogueira possibilitou a domesticação da humanidade e dos animais que se acercaram, criando um lugar-situação onde as pessoas passaram a reunir-se para se aquecer, comer, contar histórias, celebrar e praticar rituais. Em "A invenção da maldade", o público reúne-se novamente à sua volta. A ação dá-se num espaço cru e horizontal partilhado com o público, como um convite a uma experiência. Uma configuração com luz directa, corpos desnudados, fogueiras armadas com galhos e troncos, que nunca se acendem, e uma banda sonora composta por percussão electrónica e sinos de vento manipulados em tempo real. “Eles produzem uma espécie de atmosfera flutuante, como o silêncio barulhento de um santuário ou como o vento passando por uma cabana de madeira. São os sons de algo que não está”, descreve o filósofo Jonas Schnor, escritor e investigador na área da performance.

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Ficha técnica

Conceito e Coreografia Marcelo Evelin • Criação e performance Bruno Moreno, Elliot Dehaspe, Maja Grzeckza, Márcio Nonato, Matteo Bifulco, Rosângela Sulidade e Sho Takiguchi • Design de som e direcção técnica Sho Takiguchi • Dramaturgia Carolina Mendonça • Colaboração de pesquisa em filosofia Jonas Schnor • Colaboração Christine Greiner and Loes Van der Pligt • Fotografia e vídeo Maurício Pokemon • Direção de produção Regina Veloso/Demolition Incorporada (Brasil) e Sofia Matos/Materiais Diversos (Portugal) • Assistente de produção Gui Fontineles • Produção-touring Andrez Guizze, Regina Veloso • Agência e distribuição CAMPO/Brasil, Materiais Diversos/internacional • Co-produção HAU – Hebbel Am Ufer (Alemanha), Festival d'Automne à Paris / CND - Centre National de la Danse (França) Künstlerhaus Mousonturm (Alemanha), Kunstenfestivaldesarts (Bélgica) e Teatro Municipal do Porto (Portugal) • Apoio Rumos Itaú Cultural 2017-2018 (Brasil), MIME School - Academy of Theatre and Dance (Holanda) e Xing/Live Arts Week (Itália) • Criação em residência no CAMPO Arte Contemporânea, Teresina-Piauí-Brasil (Brasil) • Duração Aprox. 1h30


ESPETÁCULO COM PÚBLICO EM PÉ

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